A história de Savina Petrilli ganha vida a partir das vielas de Sena, onde nasceu no final de agosto de 1851. Em um lar modesto da Via del Costone, amparada pelo afeto sereno de Celso e Matilde, a menina encontrou o solo fértil que moldaria sua sensibilidade e sua fé. Longe de uma religiosidade abstrata, seu apego a Cristo despontou cedo, traduzindo-se em coragem prática para lidar com as pequenas renúncias do dia a dia.

Aos doze anos, ao comungar pela primeira vez, Savina já não exibia a fragilidade típica da idade; revelava, ao contrário, um caráter temperado e consciente do compromisso espiritual que assumia. Essa vocação encontrava refúgio nas naves da imponente Catedral de Sena, onde a jovem permanecia absorta em oração diante do Sacrário, alimentando uma contemplação que logo se converteria em serviço ao próximo.
A formação formal transcorreu na Igreja de São Jerônimo, guiada pelas Irmãs Vicentinas, até ser interrompida prematuramente: aos treze anos, o dever familiar chamou-a de volta para casa, incumbindo-a de apoiar a mãe na criação dos irmãos. A renúncia às salas de aula, no entanto, não arrefeceu seu dinamismo.
Pelo contrário, ao abraçar a Pia União das Filhas de Maria, Savina transformou sua profunda veneração à Mãe de Deus em liderança concreta. Tornou-se catequista e fez da própria casa um ponto de encontro para outras jovens. Em meio a agulhas, leituras e orações compartilhadas, aquela adolescente de ânimo contagiante semeava entre as amigas não apenas o trabalho comunitário, mas a esperança e os primeiros traços de um futuro inteiramente consagrado.
